domingo, 22 de novembro de 2009

Divisão de Honra: Águias da Graça 2 x Arões SC 0

Opinião: 
O Arões, como é seu hábito, apareceu nesta tarde de Domingo em Padim da Graça para conquistar mais uma vitória e assim o demonstrou com a sua postura. Um jogo controlado com circulação de bola, talvez em demasia, com o Águias da Graça a lutar muito a meio campo e o Arões a não conseguir criar lances de ataque. Minuto 41, na sequência de um mau alivio da defesa aronense, a bola acaba por sobrar para um atleta do Águias da Graça que descaído sobre o lado direito remata fraco, levando a bola à mão de Duarte Nuno, saindo depois para canto. Mas o juíz auxiliar viu irregularidade no lance, assinalando grande penalidade. Deste lance foi expulso Duarte Nuno que viu o segundo amarelo, embora discutível pois havia minutos antes visto o primeiro Deste modo acabou expulso. Ainda antes de recolherem para intervalo um jogador do Águias viu o amarelo por comportamento incorrecto, reclamou veemente e viu também ele a cartolina vermelha.

Ao intervalo, os locais venciam (1-0).

E, se na primeira parte não existiram lances de golo, a segunda foi muito mais produtiva, o Arões entrou fortíssimo mas com alguns jogadores a serem admoestados com amarelos, e na tentativa de chegar à igualdade, o técnico Luís Gomes retira aos 55 minutos Romeu lançando um jogador mais ofensivo, de seu nome Raimundo.
Ao minuto 57, Piruta sobre o lado esquerdo livra-se de dois adversários entregando a bola ao recém entrado Raimundo que desferiu um forte remate na diagonal, proporcionando ao guardião da casa a defesa da tarde. Na marcação do canto resultante do lance anterior, novamente Raimundo em acção, cabeceando, com a bola a ir à barra.

O Arões estava instalado no meio campo contrário, com os locais a serem obrigados a jogar mais recuados no terreno. Assim, Luís Gomes refrescou a sua equipa ao minuto 63, colocando Ângelo em jogo, para o lugar de Piruta.


Ângelo, assim como Raimundo entrou bem no jogo, e aos 73 minutos, na zona central após livrar-se de um adversário à entrada da área, dribla o guarda-redes local e já com a duas dezenas de adeptos que estiveram a apoiar a equipa, a gritarem golo, Ângelo remata à baliza mas a bola esbarrou nas pernas de um defesa que veio compensar a falta do guarda-redes. O Arões, para além de dominador, criava sucessivas situações para chegar à igualdade. No minuto seguinte, na sequência de um cruzamento Tiago desvia a bola com António já quase em cima da linha de golo a não conseguir emendar. O domínio do Arões era indiscutível e contínuo: mais um lance de perigo, com Raimundo a ganhar um lance dividido já na grande área, oferecendo o esférico ao lateral Peixoto que cruza para o 2º poste onde apareceu Tiago a cabecear para trás mas, nem António nem Raimundo conseguiram dar seguimento a mais um bom lance colectivo da equipa do Arões.

E como diz a máxima, frequentemente aplicado no desporto que, “quem não marca sofre, ou arrisca-se a sofrer”, essa máxima aplicou-se em Padim da Graça: o Águias da Graça saiu em contra-ataque e chegou ao segundo golo, aos 79 minutos. Era um golpe duro e injusto para a formação de Luís Gomes, que via a primeira derrota em jogos oficiais esta época cada vez mais perto. Esperava-se a partir daqui que o Arões deixasse de lutar por algo mais que o jogo pudesse dar, mas não o fez. Daí que Tiago, Zezinho e Vasco tiveram oportunidade para alcançar o “golo de honra”.
Com inúmeras oportunidades para marcar o Arões saiu de Padim da Graça com a primeira derrota esta época (2-0). O resultado nem sempre é justo mas o que conta são os golos, e toda a equipa levará bem guardada uma lição para, nos jogos que se seguirem, conseguirem ser eficazes na concretização.

O Arões SC alinhou com:
Abreu, Peixoto (Vasco, 85’), Duarte Nuno, Vitinha, Zézinho, Ibrahima, Romeu (Raimundo, 55’), Bruno, Piruta (Ângelo, 63’), António, Tiago
Treinador: Luís Gomes.

No próximo fim-de-semana o Arões recebe, para a 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça AF Braga, o Arco de Baúlhe. Recorde-se que na 1ª mão, o Arões venceu, com números expressivos o Arco de Baúlhe no seu reduto (0-4).

Texto: Ricardo Castro/Rui Silva
Fotografia: Rui Silva

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