quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As fontes sem água própria

Opinião: 

Nos últimos tempos tenho visto na minha terra aquelas placas de "água imprópria para consumo", as mesmas assinadas pela Junta de Freguesia, o aviso é colocado próximo das ditas fontes públicas, a mensagem é clara e alerta as pessoas sobre a qualidade do bem essencial à vida, afastando as mesmas de um possível uso para consumo, devido aos riscos que isso implicaria para a saúde. São cada vez menos os locais onde as pessoas podem de forma segura e livre beber água.

Não sei os critérios das analises elaboradas às águas que brotam das fontes nem muito menos sei a periodicidade com que as mesmas analises são feitas, sei sim que cada vez que uma fonte pública recebe tal carimbo, muito dificilmente a mesma voltará a ser um fonte de água potável... 

Haverão responsáveis pela perda da qualidade deste bem?

A minha curiosidade em saber quem controla a qualidade da água dos referidos locais, levou-me a contactar, através de e-mail, a INDAQUA- Fafe, empresa responsável pelas infraestruturas afectas ao sistema público de distribuição de água. Através da sua directora geral Anabela Alves, fiquei a saber que no caso da fonte pública à qual requeri, junto à Farmácia Maria José (Arões São Romão), esta não se encontra ligada à rede pública de abastecimento de água. 
Surpreende-me o facto de um fonte que eu julguei pública não ter a mesma, a avaliação da empresa que gere a rede pública.

Serão os parâmetros actuais de qualidade de água mais exigentes do que no passado? 
De quanto em quanto tempo é realizada uma reavaliação da qualidade da água destas fontes?

Deixa-me triste saber que um "ouro" que até há uns anos eu poderia usufruir gratuitamente e sem medo de tal, quando vagueava por algumas das ruas da minha terra, tenha desaparecido e transformando-se em "lata".
Agora tenho eu que andar com uns setenta cêntimos no bolso para gastar em água se quiser matar a minha sede. Apesar da utilidade da água não ser unicamente para consumo humano, deixa-me triste perder o poder de dar dois goles de água  descansado. Azar o meu sorte de outros!

Quem poderá defender a água? Estaremos nós a deixar-mo-nos levar pela corrente...

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