sábado, 8 de março de 2014

Declarações dos treinadores após o Arões - Santa Eulália (0-1)

Opinião: 
Fotos: Ricardo Castro
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Miguel Paredes: “Cortaram-nos as pernas com um lance que só o árbitro viu”
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"O jogo resume-se a cinquenta minutos. Entramos mal, tivemos alguns jogadores que acusaram alguma ansiedade, fruto de não terem tanto hábito de jogar estes jogos. O nosso adversário entrou melhor, criou três a quatro situações de perigo. Fomos melhorando ao longo do jogo, os jogadores foram ganhando mais confiança e as duas grandes situações da primeira parte são nossas, com o Ismael isolado a chutar ao lado e depois numa grande jogada do Ismael o Bruno a chutar e um jogador adversário em cima da linha a cortar a bola. Na segunda parte, senti que os jogadores estavam mais confiantes. Mas cortaram-nos as pernas com um lance que, do meu ponto de vista, só o árbitro é que viu. E se é difícil jogar contra dez com qualquer equipa, mais o é contra uma das equipas que troca melhor a bola. Durante esta semana disse que somos candidatos a ganhar todos os jogos, mas há situações que não temos qualquer hipótese de controlar. Cai por terra a teoria de que o Arões é sempre beneficiado. Verificou-se hoje que houve uma dualidade de critérios ao longo do jogo. Admito que o árbitro possa errar uma situação ou outra. Agora, quando há uma falta para um lado que se marca e ao contrário não se marca, aí já é diferente. Muito orgulhoso dos meus jogadores, certamente o nosso adversário não dirá tão mal das equipas de arbitragem como tem dito. Tem jogado contra dez, jogou aqui durante 45 minutos, na semana passada contra o Merelim. Assim, também me assumia como candidato a subir de divisão. Mas o campeonato não acaba, estamos a um ponto do Santa Eulália e vamos continuar a dar tudo em todos os jogos, considerando que todos os árbitros são bons, respeitando todos e dando o nosso melhor em todas as situações.”
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João Fernando: “Os meus jogadores tiveram mérito em tornear as dificuldades”
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“Já sabíamos que era um jogo difícil. Íamos defrontar uma equipa que não é líder por acaso e que tem demonstrado grande capacidade, aqui só o Torcatense tinha vencido. Se quiséssemos andar na luta de uma eventual subida, sem continuar a estar obcecados, sabíamos que teria de passar aqui por uma vitória. O ótimo para nós era vencer, o que aconteceu. A vitória sai valorizada porque ganhamos a uma grande equipa, que o vai continuar a demonstrar ao longo do campeonato. Nós também demonstramos porque é que somos uma das boas equipas. Penso que entramos na luta, com a vantagem de termos empatado em Santa Eulália, levamos vantagem sobre o Arões, mas só ganhamos três pontos. Claro que gostei da atitude dos meus jogadores, porque não tem sido fácil em superioridade numérica, como no último jogo com o Merelinense. Mas aqui tivemos uma equipa, que mesmo com dez, nos criou grandes dificuldades, que eram esperadas. Os meus jogadores tiveram o mérito de as tornear. A vitória é dedicada por todos nós às nossas esposas, às nossas mães e aos nossos filhos, porque quando sairmos daqui, há coisas mais importante do que um jogo de futebol. Não vamos ser mais equipa porque ganhamos em Arões. Deixou-me satisfeito o fair-play do nosso adversário em aceitar a nossa vitória. Faltam 27 pontos, nós não ganhamos absolutamente nada. Quando os meus jogadores não fizerem o que fizeram hoje, de certeza que serão surpreendidos e então não nos podemos queixar de se no final forem os outros a somarem mais pontos e a atingir os seus objectivos."
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