domingo, 3 de agosto de 2014

26.º Festival de Folclore: uma edição para mais tarde recordar

Opinião: 

Texto: Marta Lopes | Fotos: Manuel Meira 
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"Fafe e Arões tornaram-se uma referência no folclore a nível nacional"
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- Centenas encheram a arcada de Fafe com muitos emigrantes à mistura
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Uma considerável moldura humana, com centenas de aficionados, entre os quais muitos emigrantes, acolheu no passado sábado (dia 26), a 30ª edição do Festival Nacional e Internacional de Folclore de Fafe, certame organizado pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões, que anualmente é responsável pela vinda à Sala de Visitas do Minho de alguns dos mais importantes grupos etnográficos e folclóricos de norte a sul do país e, por via da Federação do Folclore Português e da Fundação INATEL, de um grupo estrangeiro.
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Com o bom tempo a ajudar, os diversos grupos participantes (sete ao todo) desfilaram no palco da Arcada, brindando o público com temas tradicionais que se tornaram já uma referência dentro e fora do país. As honras de abertura couberam em 2014 ao Grupo Folclórico «Luz dos Candeeiros», de Porto de Mós (Leiria), com as suas saias de riscadilho e o traje tipicamente estremenho. Para o seu responsável e membro da Federação do Folclore Português, Luís Carlos Silva, “Fafe e o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões tornaram-se uma referência no Folclore a nível nacional. A ninguém passa despercebido o rigor, o trabalho e a persistência desta gente. Estão todos de parabéns!” afirmou.
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Palavras de elogio foram também as do Vice-presidente da Câmara Municipal de Fafe, Pompeu Miguel Martins, que na receção oficial (na Sala Nobre dos Paços do Concelho) deu as boas-vindas a todos os grupos participantes, a quem agradeceu “O valioso contributo na defesa da cultura popular e das nossas origens”. Já em palco, na cerimónia de imposição das insígnias, o Vereador não esqueceu a humildade do grupo aronense: “Dou os meus parabéns ao Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões, em particular ao Senhor José Avelino, pela forma como têm levado o nome de Fafe pelo país fora e pela disponibilidade que sempre manifestaram em colaborar com as atividades culturais do nosso Concelho, como aconteceu recentemente com a sua participação no espetáculo «Saudades do Futuro»”.
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Em representação da Junta de Freguesia de Arões, João Ricardo Lopes começou por usar da palavra para enaltecer um evento que simboliza o encontro com o passado e com o futuro, com os emigrantes e com a própria terra: “Em meu nome e em nome da Junta de Arões, quero expressar admiração e um agradecimento muito sincero ao Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões por este Festival Nacional e Internacional que organiza há 30 anos. Honra-nos muito». O Secretário de Junta acentuou ainda a humildade grupo conterrâneo: «Estas pessoas são mais do que um grupo, são uma família. Ajudam sempre, trabalham muito, contentam-se com pouco. A sua humildade e capacidade de trabalho são verdadeiramente exemplares», disse.
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Com as expetativas ao rubro, o grupo anfitrião não defraudou, recuperando do seu repertório a «Chula», o «Vira Corrido» e a sempre muito apreciada «Cana Verde das Espadeladas», com recurso ao «Jogo do Pau». Pelo palco passaram também o Grupo Folclórico das Ceifeiras da Corujeira (Coimbra), o Rancho Folclórico de Perosinho (Vila Nova de Gaia), o Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães (Esposende), o Rancho Folclórico de Oleiros (Ponte da Barca) e o Ballet Folcklórico Municipal de Rancagua (Chile).
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José Avelino Nogueira mostrou-se feliz por mais esta edição do Festival que, desde 1985, permitiu a dezenas de coletividades nacionais e estrangeiras passar por Fafe. “É uma coisa que dá muito trabalho, mas não nos assusta. E, felizmente, já temos no grupo meia dúzia de pessoas capazes de dar continuidade a este Festival no futuro.» O responsável e ensaiador do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões deixou, por seu turno, um agradecimento sentido a todos os que ajudaram a concretizar este evento: «Agradecemos especialmente à Câmara Municipal de Fafe e à Junta de Arões o apoio que nos têm dado. Como costumo dizer, não temos luxos, mas gostamos que nos ajudem e que nos deem o devido valor e, por isso, se Deus quiser, para o ano cá estaremos de novo».
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